Motos 2026: melhor semestre da história tem CG com 22%
Motos batem recorde em 2026: o melhor semestre da história e o que há por trás
O mercado brasileiro de motocicletas fechou o primeiro semestre de 2026 com 1.174.459 unidades emplacadas, crescimento de 14,1% sobre o mesmo período do ano passado. É o melhor semestre da série histórica da [Fenabrave](https://www.fenabrave.org.br/portalv2/Conteudo/emplacamentos), a federação que reúne as concessionárias do país.
O contraste com o restante do mercado chama atenção: enquanto as motos cresceram dois dígitos, ônibus e caminhões caíram 9% no acumulado do ano. O Brasil está, literalmente, rodando cada vez mais sobre duas rodas.
Quantas motos a Honda CG 160 vendeu em 2026?
A líder do mercado segue imbatível. A Honda CG 160 emplacou 260.248 unidades no semestre, o equivalente a 22% de todo o mercado nacional: de cada cinco motos vendidas no Brasil, uma é CG. O ritmo passa de 2 mil emplacamentos por dia útil.
No total, a Honda respondeu por 65,7% dos emplacamentos do semestre, com mais de 771 mil unidades e 7 modelos entre os 10 mais vendidos. A Yamaha mantém a vice-liderança isolada.
Por que o mercado de motos cresce tanto?
O crescimento não vem só do consumidor tradicional que troca de moto. O motor do mercado é a moto de trabalho: entrega, transporte por aplicativo e a moto como ferramenta de renda.
O sinal mais claro está no ranking de marcas. Nomes focados em baixo custo e locação, como Shineray e Mottu, seguem consolidando posições entre as mais emplacadas do país, um movimento puxado diretamente pela economia de aplicativo.
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O que esperar do mercado de motos até dezembro?
A Fenabrave projeta mais de 2,41 milhões de motos emplacadas em 2026, alta de 10% sobre o ano passado. Se o número se confirmar, será o segundo recorde anual consecutivo.
Na prática, o mercado aquecido pressiona a fila de entrega de alguns modelos novos e mantém o seminovo valorizado: moto popular com boa procedência não fica parada na vitrine.
Vale a pena comprar moto usada nesse mercado?
Para quem compra, a liquidez alta das populares joga a favor: peça barata, oficina em qualquer esquina e revenda fácil. O outro lado exige atenção. Com tanta moto rodando em entrega, cresce a oferta de usadas com uso intenso. Antes de fechar negócio, vale checar procedência, histórico do documento e sinais de desgaste acima da quilometragem declarada.
Para quem vende, o recado é direto: moto de trabalho bem cuidada, com revisões comprovadas, está saindo rápido. Documentação em dia e histórico organizado encurtam a negociação.
Conclusão
O recorde do semestre confirma a moto como o veículo que mais cresce no Brasil, puxado pela economia de aplicativo e pelo custo por quilômetro imbatível. Pra quem quer aproveitar esse mercado, o caminho é comparar com calma e checar a procedência antes de fechar.
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